O
Mito leva os
Homens a transcender
as
limitações dos seus
Egos solitários.
A
História
de
Portugal,
sempre se processou
pelo
nascimento,
expansão e
morte de um
Mito,
pela sucessiva
recriação de um
Mito novo.
No
século XX o
Mito Português perdeu a força,
a sua
dimensão Ideal,
fragmentou-se
em
Mitos
“menores”:
o
mito
da
razão, o
mito
da
Ciência materialista,
o
mito
da
tecnologia,
o
mito
do
comunismo,
o
mito
do
Imperialismo americano,
o
mito do
futebol…
O
séc.XX
foi um Tempo de
Criatividade separatista
na procura da
Liberdade.
Gerou um grande desenvolvimento
mental
e
tecnológico,
paralelamente a um
imenso vazio
Anímico
e
Espiritual.
Todo o
Mito é “menor”
quando
não cria
Unidade.
Qualquer
Mito
que
dissocia,
não é Sagrado,
não apela à
Verdade do
Universo.
Sem a
força apelativa de um
Mito Transcendente,
como
Razão-de-Ser e
Vir-a-Ser,
Portugal
vive
aquém da sua verdadeira Identidade.
Para isso vamos
fraternamente meditar.
O
poder da
meditação,
vem da sua
ligação
à
Fonte-da-Vida, ao
Uno, à
Unidade.
Vamos
meditar
ao fim da tarde,
às
5ª feiras, depois das
19 horas.
Meditar,
concentrar,
chamar a
Luz.
O Tempo que nos for possível: uns minutos,
meia hora,
uma
hora
…para que
Portugal possa finalmente
expressar,
a verdadeira
dimensão da sua
Alma.
Ao
meditar, vamos
sentir
a nossa
Alma,
para que a
Alma
colectiva
dos
Portugueses
possa emergir do seu
recolhimento,
do
núcleo interno onde se encontra
submersa...
Para que o
paradigma do novo
Tempo
a
Consciência de uma
nova Era Planetária,
a
Era de Aquário, a possa
iluminar.
Aquário
é uma
Visão evolutiva,
Sintética,
Holística,
integradora
das
forças
do
Universo.
Esta
Visão
situa a
Humanidade no
dinamismo
inteligente
e
significativo do seu
Vir-a-Ser,
da sua
Evolução.
A
nova Era será o
Tempo de uma
nova mentalidade.
Surge como
resposta ao
impasse materialista,
à grande
Ilusão
contemporânea do
Ocidente,
que emparedou a
Alma e a
Mente dos
Homens.
A
Solidão é uma “amnésia”
Cósmica.
Traduz a
dor
do
Ser desintegrado,
esquecido do
Todo a que pertence.
Ego-centrado,
órgão doente, rebelde à
Vida do
organismo,
defende-se da
identificação
que o pode libertar.
Só o
Amor
tem
poder
de
emocionalmente
se
identificar.
Só o
Amor
tem
poder-de-unir
uma
Vida
a outra
Vida.
Cristo
veio há 2000 anos
ensinar esta
imensa realidade.
Somos “unidades
autónomas”
de
Vida
consciente,
num
oceano de
Vida Maior.
A cada minuto
partilhamos energia com o
mundo
e com os
outros.
A “discriminação Separatista”,
gerou a ignorância , a
dor, o
sofrimento
das
Sociedades actuais.
Esta “dissociação”,
anímica,
colectiva e
Planetária,
está a chegar ao
fim.
Novos ciclos
se
anunciam.
Antigos
Mestres Chineses
deixaram dito:
“a
tensão de
dois pólos opostos
tem sempre que chegar
ao limite,
para
virar no seu
contrário”.
Este nosso
Tempo atingiu o
limite
da
ignorância,
da
violência, da
loucura, da
infelicidade.
Hoje em dia a
Terra, é realmente, a muitos níveis,
um
inferno criado pelos
Homens.
Não tem sempre que assim Ser.
No entanto só pode mudar,
quando os
Homens se
aperceberem
que são eles que
criam o seu próprio
inferno.
O que implica descerem do seu “pedestal de barro”
da sua
enganadora arrogância,
da sua
limitada
percepção.
Assumirem a
voz da sua
Alma,
renderem-se à
Ordem Maior:
Ordem Universal,
Humanista
e
Fraterna,
regida por
Leis Eternas.
As
Leis que sempre ensinaram os Homens
a
trabalhar os
medos,
a
meditar, a
abrir o
Coração.
Disse
Fernando Pessoa:
“é
a
Hora”.
A
Hora da Verdade,
a
Hora da
Boa-Vontade,
a
Hora do
Entendimento,
a
Hora do
Serviço…
Para que a
Terra,
um dia, possa
vir-a-ser,
como dizem os
Mestres, um “Planeta Jardim”…
Para que o
imperioso,
último
e
definitivo
grande
Mito,
a possa
Inspirar.
Já não
estamos
num
Tempo
de velhos
Mitos nacionalistas.
Mitos
nascidos de uma
Visão prepotente,
activada
por um qualquer “vírus
ego-nacionalista”
que sempre
produziu guerras
e
Separação.
Hoje, o
Tempo é de
Viragem:
Tempo
da
criação de um
novo Tempo,
de um
novo paradigma,
de um
novo Mito,
capaz de
produzir
União.
União
entre todos os
Homens,
União
entre os
Povos,
União entre as
Nações:
é a verdadeira
Palavra do
Cristo,
ainda não
suficientemente interiorizada.
“Deus
exprime-se a si próprio
através das correctas relações humanas”,
Djwal Khul
É o
definitivo
grande
Mito,
que
urgentemente pede
realização:
o
Mito
da
Fraternidade Planetária,
a
União
das
Almas
pela
Luz
da Consciência
Só a
Consciência assumida da
Fraternidade Planetária
pode
materializar,
dar
Forma,
“fazer
acontecer”,
a
resposta milagrosa
da
Humanidade
ao
apelo imperioso
da
Paz-no-Mundo.
Caminhamos lentamente, de
Vida-em-Vida, rumo à
Unidade.
É a nossa
Humana e
humilde condição.
Não nascemos “inteiros”,
não nascemos
totalmente
Conscientes.
Encarnamos em
tensão, com uma
Paz relativa,
a
Paz que soubemos
ou não atingir,
de acordo com o nosso próprio
Karma.
Por isso a
Paz profunda
é uma “convergência” energética.
A
nível interno,
Paz
é a
irradiação sintética
das
múltiplas
energias do
Ser.
Por outras palavras, a
Paz interior
é a síntese das nossas
energias.
Conquista voluntária,
pessoal, pede
fidelidade.
Paz
é “alta frequência”. Só atingida, pela
integração
e
harmonização
da
Luz e da
Sombra,
em nós.
Não haverá
Paz
no
Mundo, enquanto não houver
Paz
nos
Corações, em
todos os
Corações…
“Portugal,
nesta
charneira evolutiva, deve
actualizar-se.
Encontrar-se.
Lembrar-se de
quem foi.
Saber
quem verdadeiramente é:
Povo
de
gente sensível, que já
muito rezou.
Gente
que nos seus
registos emocionais mais
remotos,
traz
a
memória
de um
antiquíssimo Saber.
Esse, que
pacifica os
Homens e os situa,
na
multidimensionalidade da sua
Vida Interior.
Gente
portuguesa, capaz de
sentir e
exprimir
o
Indizível,
o que
não tem forma, mas que habita algures,
nas
esferas subtis da nossa mais
íntima experiência”